sábado, 22 de julho de 2017

Nós, tão humanos




Quando lembro da primeira vez que viajei de avião, a lembrança mais marcante que tenho é o momento logo depois da decolagem, quando conseguimos ver a cidade ficando embaixo da gente, ainda dando para ver os telhados, ruas, praças, então rodovias até que, para todo lugar que olhamos, só vemos céu. 

Eu tinha 25 anos. Me marcou porque me bateu muito forte a sensação do quanto somos pequenos, da falta de noção de mundo que temos. Por mais que se estude, viaje, pesquise, nada substitui a convivência com diferentes pessoas e, principalmente, o entendimento dos nossos sentimentos. 

Assistindo ao filme "Humano - Uma Viagem pela Vida" é possível sentir um pouquinho dessa convivência com pequenos depoimentos de pessoas de todo o mundo que mostram o quanto somos diferentes e parecidos, interessantes e bobos, inteligentes e tapados, capazes de amar e de vivermos na ignorância, e, principalmente, o que podemos mudar e não aqui na nossa casa, nesse mundo em que tudo o que acontece só depende de nós, humanos.

O filme tem quase duas horas e meia. Assisti na Netflix. São breves depoimentos dessas pessoas sobre medo, amor, família, pobreza, riqueza, sexualidade, felicidade e o encerramento maravilhosos com o que é o sentido da vida para cada uma delas.

É impressionante ver como rostos tão diferentes, marcados por suas culturas, possuem tanto em comum. Os temas que orientam os depoimentos mudam ao logo do filme e cada nova entrada de assunto começa com uma sequência de imagens sensacionais com paisagens e condições de pessoas que eu jamais iria imaginar serem reais enquanto vivo aqui no meu mundinho.

Dei risada e me emocionei com o filme. É um "mexidão" de emoções que só vendo. No final, o sentimento que fiquei foi o de paz.

Paz porque a solução para tudo, tudo, quando resumidos religião, filosofia e ciência é o amor e tudo aquilo que podemos fazer pelo outro. Paz porque não vamos mudar o mundo nesta nossa encarnação, mas, neste tempinho aqui, podemos torná-lo um pouquinho melhor pelo menos até a distância que conseguimos alcançar com nossos exemplos.

Como humanos, somos conscientes de nossas atitudes e escolhas, por isso, talvez, esse filme pode ser mais um empurrãozinho rumo às pessoas melhores que todos poderíamos ser.
    


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