quarta-feira, 7 de junho de 2017

Dica: The Mask You Live In























É inacreditável, mas acontece. Aos fazer a foto de um grupo de homens, um deles chega na fotógrafa e pergunta: posso ver? Ela diz que sim e enquanto prepara o visor da câmera, ele solta: "Melhor ver, né? Porque vai que eu saio meio esquisito e os caras depois ficam me zoando".

O "meio esquisito" é com qualquer sinal de viadice, meio afeminado, uma mão meio mole, um olhar meio gay. Gente! Só rindo.

A situação me fez lembrar o documentário The Mask You Live In (algo como "A máscara em que você vive"). O filme é sobre o excesso de promoção da masculinidade na criação dos meninos. Os famosos "homem não chora, seja homem, larga de ser mulherzinha" e por aí vai na formação de pessoas um tanto problemáticas no futuro.

Comentei com uma amiga sobre o documentário – que está na Netflix – e ela imediatamente disse que dias desses, ao buscar o filho na escola, ele e outra criança dançavam enquanto suas mães chegavam para apanhá-los e foi aí que a mãe do amigo de seu pequeno fez o infeliz comentário: "Fulano, para de ficar dançando igual mulherzinha!". E olhou para a minha amiga esperando que ela também reprimisse seu menino. Gen-te.

A fofa da cabeça machista é esposa de policial. Freud explica. Não dá para generalizar, mas, o meio em que se vive – obviamente – influencia o comportamento, mais ainda crianças de até sete anos, quando está se formando a principal base de nossas personalidades.

The Mask You Live In reúne depoimentos de médicos, professores, psicólogos e, claro, crianças e adolescentes homens. Vale muito a pena assistir. As situações são um pouco extremas se comparadas à (falta de) cultura do Brasil porque o patriotismo dos Estados Unidos colabora demais para esse esteriótipo do machão mas, no geral, são os mesmos casos que no final resultam em violência.

Quem assistir ou já assistiu, me conta. Play no trailer.



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