segunda-feira, 29 de maio de 2017

Marthaterapia Crônica




Marthaterapia é Martha Medeiros sentada comigo. Bate-papo entre a gaúcha e o paulista que parece mineiro que adorou todas as vezes que esteve em Porto Alegre. Todas as três vezes, tá? Não viajei tanto assim. A não ser para o Guarujá. Cinco vezes. Só isso também.


Meu dinheiro vai para Martha. Não tem problema ela não estar no meu convênio oferecido pela empresa. Martha para mim é terapia. Ela escreve me ouvindo - agora pareci aquelas loucas que vivem na sessão de autoajuda. Mas é verdade. Pela Martha, eu assumo.

Tem tanta coisa que leio e que me causa ansiedade. Martha me acalma. E me provoca. Me tira do lugar e me compreende. Me cutuca para uma versão melhor e me acolhe com meus pensamentos sobre a vida.

Marthaterapia intensiva desta vez. Além de suas coletâneas de crônicas lançadas ano a ano, agora foi a vez de abraçar - na sequência - duas de sua trilogia que reúne textos dos anos noventa aos dois mil e sua primeira dezena - da qual vamos nos despedir em dois anos e meio, portanto, faça render.

Entre "Liberdade Crônica", "Paixão Crônica" e "Felicidade Crônica", fiquei com os dois últimos para a manutenção do meu eterno tratamento da cabeça pancada e do coração com arritmia. Engraçado que o "Felicidade" foi escolha minha. Ganhei um livro que eu já tinha. Troquei. O "Paixão" li emprestado de uma amiga.

Entre felicidade e paixão. Fico com o primeiro. É mais sereno. Se Martha tivesse lançado algo como "Paz Crônica", eu pediria para presente, embrulhado, para mim mesmo. Tornou-se meu maior agradecimento, meu maior pedido todos os dias: paz.

E a Mathaterapia me dá isso. E muito mais. Nas duas coletâneas, Martha selecionou seus principais textos sobre os temas enquanto fala não só dos comportamentos alheio e seu, mas nos presenteia com referências e paralelos deliciosos na música, no cinema, em outras leituras.

Para mim, Martha é para ler e reler. Está na lista dos livros que "essas roupas podem ir, mas esses aqui, de jeito nenhum" ao ter que liberar espaço nos armários.

Indico, sim. Me inspira assim. Beijo, Martha.



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