quinta-feira, 16 de março de 2017

Eu vivi pra ver a adaptação de A Bela e a Fera



Quando criança eu rezava ajoelhado ao lado da cama antes de dormir agradecendo pelas saúde e família, e pedindo para ter um jeito de ir para a Disney sem precisar ser de avião – morria de medo. Agora o meu medo são as contas de casa e eu rezo para sair do cheque especial no banco.

Fã dos clássicos lançados pelas empresas do papai do Mickey, assisti A Bela e a Fera em 1992, no cinema, aos meus cinco anos. De lá para cá, essa é a animação que mais vi e revi. Em 2012, a Disney relançou o filme na versão 3D nos cinemas e lá fui eu encher os olhos com o primeiro desenho que concorreu à categoria de Melhor Filme no Oscar – ganhou por Melhor Trilha Original e Melhor Canção.

Ao completar meus 30 anos, ganhei de presente a versão live-action, com atores em cena, de A Bela e a Fera, pela Disney – afinal houve dezenas de outros filmes lançados que não a versão do sogro da Minnie. Me recusei. E o filme não poderia ser mais perfeito para o coração crítico do fã que escreve para este blog.

Em 2017, A Bela e Fera se mantém muito atual. Não aos spoilers e sim aos comentários que vão te fazer querer assistir à nova versão, o filme com Emma Watson como Bela tem diálogos exatamente iguais à animação dos anos 90, os números musicais elaborados com perfeição e adaptações que só tornam o filme ainda mais sensacional.

Depois de Malévola (2014, com Angelina Jolie) – personagem da qual sou muito fã pelo clássico Disney, A Bela Adormecida – eu me borro de medo de uma adaptação para live-action dar merda. A maioria adora o novo filme, mas para mim, começa muito bem e desanda, afinal, a bruxa conhecida por seus longos chifres não se chama Benévola. 

Então veio Cinderela (2015) e meu coração voltou a bater tranquilo – e ansioso – pelas novas adaptações Disney. O clássico na versão com atores em pessoa é delicioso. Ganhamos o melhor da história original com adaptações que presenteiam os fãs com pontos que não tinham sido mostrados antes, como a relação da gata borralheira com a mãe, a chegada da madrasta (Cate Blanchett, fabulosa) ao casarão e a morte de seu pai. Até a origem do nome da loira é mostrada na nova versão. Lindo demais.

Com A Bela e a Fera – graças a Deus – não foi diferente. E o desafio foi ainda maior. Primeiro: os números musicais, isso, se não for muito bem pensado visualmente, destrói o filme. Segundo: metade de seus personagens são objetos enfeitiçados que falam e pulam e dançam – o que é um banquete para animações, mas uma armadilha para computação gráfica colocada em cena junto à elementos reais. E por último, para descabelar seus produtores: a Fera. Como criar aquele bichão que jamais poderia ser igual ao desenho original porque ficaria caricato demais e ainda deve ser assustador do mesmo jeito que passará a causar simpatia na plateia? E mais: ele vai conversar, usar roupas, objetos, dançar e se apaixonar por uma atriz real. Tudo é colocado em cena com perfeição.


Chega? Mais duas coisinhas. Se você leu até aqui é porque curte os filmes Disney então, presentes: o novo longo tem duas músicas criadas para esta versão, cantadas em cenas, e a trilha sonora ganhou outra música original, cantada por Celine Dion (que cantou o tema ganhador do Oscar nos anos 90), chamada “How does a moment last forever” mostrada durante a apresentação dos atores e seus personagens no início dos créditos do filme. Parei. Amei. Muito. Mesmo.



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