terça-feira, 8 de novembro de 2016

Livro "Espero Alguém"

Fico impressionado com gente que vive vários amores. Com quem se casa três vezes – mais que isso eu já desconfio. Com quem, aos 30 anos, coleciona quatro namoros relativamente duradouros e marcantes. O equilíbrio entre relevância e quantidade dessas relações. 

Eu não me vejo nesses números. Não odeio nem admiro tais perfis, só me despertam a curiosidade.

Se os dois namorados que tive até estes meus lindos 29 anos me ensinaram tanto pela convivência, o livro “Espero Alguém”, coletânea de crônicas do Fabrício Carpinejar, me trouxe a leitura extracurricular indispensável para aumentar a minha visão sobre relacionamentos e as muitas novas possibilidades – e recorrências, claro.

Logo em seus dois primeiros capítulos, chamados de “O Fim” e “Reinício”, Carpinejar escancara os seus sentimentos sobre o término do casamento e a redescoberta do amor.

“O Fim” reúne 16 crônicas – doloridas, realistas, com pitada de poesia – sobre o aparente fim do mundo e o perder do chão que pode ser o término de uma relação. Alguém sempre sai “menos bem”? Sim – para não dizer que um sempre se fode. As sequelas, as lembranças, o passar dos dias sem a graça da vida, o preto e branco, e o dessabor em tudo a nossa volta. Lindamente escrito de forma leve demais, no melhor estilo Carpinejar.

O capítulo “Reinício” é o ar entrando de novo no peito. São 18 textos sobre voltar a se apaixonar, se permitir, comparações e novidades com relação ao amor anterior, o sentimento de que nada nessa vida poder ser impossível de se resolver.

No restante do delicioso livro, os capítulos seguem com outros assuntos do dia a dia, a infância do autor, coisas alegres, saudades e tudo o que pode se tornar uma crônica muito bem escrita. E todas são.

Mas essas duas primeiras partes me ganharam demais. É leitura para refazer anualmente. Levar para a vida.

É a escrita de quem vive o fim e o reinício com as mesmas intensidades. Carpinejar é do tipo que se casaria vinte vezes se fosse provocado a isso. Não tem freio de mão quando o assunto é viver, quando se trata de amar. Tudo com uma consciência extrema de cada passo dado, cada reação provocada.


Recomendo a leitura. E mais: recomendo uma dose de Carpinejar no jeito de a gente acordar a cada novo dia. Surte, sim.



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3 comentários:

Lucimara Souza disse...

Carpinejar é demais! Ainda mais por manter até hoje um blog na mesma plataforma que a gente... rs. Sigo desde sempre.
É o estilo de escrita que gosto. Crônica com um toque de poesia, irreverência. Nossa, adoro demais! Fica muito saboroso o texto. Não dá vontade de parar de ler.
Quanto ao livro, baixei no dia em que você postou alguma coisa no facebook. Fiquei curiosíssima. Quero comprar o livro. Não gosto muito de ler no pc.
Bjão, Matheus!

Matheus Farizatto disse...

Carpinejar é DAS ORIGEEEEENS, Lu! Hahahaha E esse equilíbrio de crônica e poesia de um jeito tão gostoso para qualquer leitor é realmente muito dele.

Se quiser, te empresto o livro, Lu. Beijos.

Swonkie disse...

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