terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ele latino. Eu americano


Há quem diga que aquele um e este outro fã se completem. 
Da mesma forma que dizem que o dueto entre Shakira e Britney nunca 
aconteceu porque destoaria demais
























Um, fã de Shakira. Outro, fã de Britney Spears. Shakira, colombiana. Britney, americana.

O que os nossos gostos, afinidades, dizem sobre a gente?

Shakira, de jeito doce, sorriso fácil, encanta até mesmo que não adora as suas músicas. Cheia de carisma, cativa por sua espontaneidade. Mulher de alma simples de ser lida, de uma pureza que contagia.

Britney é gentil, cordial, sabe se comportar conforme pede a ocasião. Muito divertida. Cheia de caras e bocas. Ora expansiva, por vezes retraída. Um histórico de instabilidade que inclui de internação em clínica psiquiátrica até apresentações de tirar o fôlego que se tornaram referências para o mundo pop. 

Shakira se movimenta conforme a música. Os "Quadris não Mentem". Dê o play e veja o que sai. Os movimentos são alegres, imprevisíveis. Às vezes parecem constrangedores, meio "odaliscos" demais. Mas basta olhar um pouco mais para ver o quão natural eles são, portanto, dignos de nossa atenção e respeito. Sinceramente? Dignos de admiração.

Britney pega fogo no palco. Pelo menos um dia pegou. Hoje falta, sim, um pouco de espontaneidade em sua dança. Coisa vista e ovacionada enquanto em seus vintes anos. Porém, sempre coreografada. Movimentos marcados. De encher os olhos, sim. Saltos circenses e giros pelo chão dos palcos de nos fazerem pirar. 

Shakira canta o amor com seu vozeirão. E, se tiver por perto, com um violão. Microfone e só. Suas músicas mais românticas fazem chorar. Fazem com que a gente se veja nelas. Amores perdidos que mantêm a esperança de um dia se encontrarem outra vez. Paixão não correspondida que insiste em quebrar o muro colocado pelo outro.

Britney faz dançar. Premiadíssima por isso. E assim entretém a todos. As românticas não são o seu forte. Talvez porque não saiba amar. Tem, sim, lindas baladas. De melodias e letras que nos fazem parar para ouvir. Mas música romântica não se dubla. O amor não permite playback. pede que se mostre a alma. O amor pede que a gente desafine no desespero e soe como um anjo quando o sentimento é pleno.

Shakira soa comportada mesmo com a barriga de fora e enquanto se enche de óleo pelo corpo na gravação de seu videoclipe. Britney se cobre só com diamantes colados pelo corpo para entoxicar quem à assiste. Shakira mal é vista dando um selinho em público. Britney beijou outra mulher de língua em transmissão mundial pela TV.

Há quem diga que aquele um e este outro fã se completem. Da mesma forma que dizem que o dueto entre Shakira e Britney nunca aconteceu porque destoaria demais.

Em anos de carreira, Shakira, 39 anos, se mantem discreta. É mãe de dois filhos que teve com o seu – tão lindo quanto ela – marido, Gerard Piqué, jogador de futebol.

Em anos de carreira, Britney, 34 anos, é assunto mais comentado no twitter a cada novidade que anuncia. É mãe de dois filhos, divorciada, vive sob a tutela de seu pai por ser julgada incapaz de cuidar de si mesma e recentemente disse que não acredita mais em casamento.



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6 comentários:

Anônimo disse...

O amor verdadeiro não aceita complemento. Para ser verdadeiro há que começar na plenitude do indivíduo, assim um dueto é possível na troca de características tão diferentes, nunca tendo como pressuposto a falta. Por isso, nem Britney nem Shakira PRECISAM deste dueto, apenas seria mais uma experiência enriquecedora... a exemplo do amor verdadeiro. ;-)

Matheus Farizatto disse...

Gente... Estou engasgando aqui com o seu comentário. <3 Maravilhoso. Tem toda a razão. Obrigado demais.

Anônimo disse...

Excelente texto!
Mas o erro é crer que as pessoas se completam. Nós nascemos completos e quando temos a sorte de encontrar quem nos ame verdadeiramente, acaba sendo apenas uma soma pra nossa vida.
Shakira e Britney é um dueto dificil de se imaginar, a primeira com vozeirão e a outra com a voz gemida, como combinar? Não combina.
Mas cabe a nós julgar elas dessa forma? Elas que tentem e façam dar certo.
Assim funciona o relacionamento quando duas pessoas se amam e quando esse amor é verdadeiro, elas se dedicam, se entregam, se ajudam, conhecem mais ao outro do que a si mesmo.
Porém, quando um tem medo de entregar todo o seu pro outro, quando o seu acaba sendo mais importante que o dele ao inves de ter o mesmo peso e valor o amor acaba ficando em segundo plano.
Mas é essa a realidade que vivemos hoje, as pessoas estão acostumadas a ficarem sozinhas, é mais fácil, pois amar da trabalho, custa tempo, dinheiro, dedicação, não é apenas amar e pronto. Se quiser um cafune ou saciar os desejos da carne é só ativar os diversos apps ou ir pro point mais badalado, sem compromisso, rápido, fácil, barato... porém, sem nenhum resquício de amor.
São poucos que nascem com o dom de amar, eu amei e amo, o amor mais puro e mais verdadeiro que senti em toda minha vida, mas todo esse amor ta guardado, por ele achar que eu sendo latino e ele americano não têm música...

Matheus Farizatto disse...

Que comentário maravilhoso, maduro, sincero. Um presente para o blog, para o texto... Um presente para mim, que confesso que saber amar pede aprendizado, experiência, consciência, entendimento mais até que só sentimento. Só assim haverá equilíbrio. Amor é um pacote.

Talvez um dia eu chegue nesse grau de altruísmo que pede o verdadeiro amor. Enquanto isso, ouço Shakira e Britney refletindo sobre o que pode e o que não pode ser mudado na essência de suas músicas, perfis... Na essência das pessoas.

Muito obrigado pelo comentário. Por mais uma liçãozinha no meu aprendizado rsrs.
Um beijo.

Lucimara Souza disse...

Achei simplesmente demais ler este texto e comentários.

<3 <3 <3

Matheeeeeeuusssss!!! :o

Matheus Farizatto disse...

LUUUUUUUUUUUU! Hahahaha Segura a emoção aí! rsrs Obrigado. Que bom que gostou. Um beijão.