sexta-feira, 31 de julho de 2015

Livro "Enquanto a Chuva Caía"

Romance com leve pegada policial escrito de forma simples, com excelente ritmo e com aquela trama impossível de uma ficção, porém totalmente possível para o surgimento de um relacionamento. Entendeu?


A editora Novo Conceito dá espaço aos novos autores com a criação de seu selo “Novas Páginas” e aqui está um bom exemplo deste trabalho: o livro “Enquanto a Chuva Caía”, de Christine M.

Eu nunca fui do tipo “Nicholas Sparks” e as cafonices de romances improváveis, mas escolhi “Enquanto a Chuva Caía” para experimentar algo do gênero e a surpresa foi uma delícia.

Este é um romance com leve pegada policial escrito de forma simples, com excelente ritmo e – o principal deste gênero para me ganhar – com aquela trama impossível de uma ficção, porém totalmente possível para o surgimento de um relacionamento. Sabe aquele lance de se conhecerem na rua, sentirem algo um pelo outro, mas rolar muito o pé-atrás? É isso. Ao mesmo tempo que Marina se interessa de cara por Erik, os dois consideram tudo ao redor de suas vidas para, aos poucos, se permitirem algo que não ganha rótulo de “namoro” tão cedo – nem precisa porque a coisa vai rolando de um jeito muito espontâneo.

O jeito que a história é contada nos envolve muito. Os capítulos são intercalados, ora narrados por Erik, ora por Marina. Vale a leitura-passe-bem-o-seu-tempo-sem-compromisso. Cata a sinopse.


Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo. O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa.

Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido. Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta.

Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável. No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança.


Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?


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