sábado, 28 de junho de 2014

Livro | “Sessão de Terapia”


 
“Então, me explica: qual é a finalidade de fazer terapia?
Se conhecer, se entender e se aceitar, algo muito difícil e que requer muita coragem”

Minha mãe sempre fala que, pra ela, quem faz Psicologia não é muito certo da cabeça. Eu dava risada sobre o comentário e achava muito radical. Mas não é. Sábia Bete, mamãe!

Acabei de ler o livro “Sessão de Terapia”, da Jaqueline Vargas – é a primeira vez que ouço falar nessa mulher, mas citar o nome do autor depois do nome do livro sempre parece que acompanhamos o trabalho do Fulano, parece culto – baseado na série do GNT – que eu nunca assisti.

A diferença entre o programa de TV e o livro – pelo o que li na internet – é que no vídeo as histórias dos pacientes são o destaque. No impresso, o ponto principal é a história do próprio terapeuta em meio a tudo isso. Aí eu gostei!

Peguei o livro na troca de um presente de aniversário repetido e gostei bastante de toda a pegada. E mamãe está certa – ao menos no caso do terapeuta Theo Cecatto. O cara é um dos mais bem conceituados em sua área, muito procurado e... Cheio de problemas.

Neutralidade que nada! “Sessão de Terapia” mostra como os terapeutas se envolvem inevitavelmente com os problemas de seus pacientes, como aplicam suas técnicas no relacionamento com familiares, como trabalham para ajudar pessoas perdidas em seus problemas sem ao menos saber por onde começar a resolver os seus.

Theo tem 56 anos, vive uma crise no casamento, tem três filhos, uma paciente se apaixona por ele, Theo por ela, ele também faz terapia e não tolera sua própria terapeuta, trata uma menina suicida e um casal que reflete demais o desencontro que ele mesmo vive com a esposa. Tenso, né? Eu adorei.

No fim das contas, os tais “não muito certos da cabeça” comentados pela minha Bete são realmente pessoas comuns com técnicas para fazer algo que muitas vezes não é possível se manter neutro, afinal, definitivamente ninguém é 100% bom da cuca.

Para o livro “Sessão de Terapia”, it’s a Yes
E “Ninguém arruma a casa sem desarrumar antes”.




2 comentários:

Lucélia Muniz França disse...

Considerando que somos humanos, somos passíveis de nos envolver com os problemas do outro. Seria bom se pudéssemos nos desligar do mundo e das pessoas, mas infelizmente isso não é possível! Passando para desejar uma ótima semana! Bjs
http://www.luceliamuniz.blogspot.com.br/

Matheus Farizatto disse...

In ou Felizmente, né, Lu? Pensa? rs

Apesar que eu sou mais da turma do "estou blindado contra os problemas alheios" rss.

Muito bem falado, lindona. Thanks!

Um beijo e boa semana.