quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Meu mais simples novo ano

Nós, definitivamente, atraímos aquilo que sentimos. Eu poderia dar dezenas de exemplos com situações minhas, mas as duas últimas que senti são suficientes. A primeira delas é que pela manhã do último dia de 2013, enquanto colocava algumas leituras em dia, conheci o modo de pensar do psiquiatra e escritor, Flávio Gikovate, 71 anos.

Me senti abraçado por cada palavra dita por ele em entrevista para a Revista da Cultura (dez/2013), publicação da Livraria Cultura, distribuída gratuitamente em suas lojas. O assunto é “Qualidade de Vida”, abraçando valores, posturas e rotinas supervalorizadas e que levam a lugar nenhum.

Do mesmo jeito que li e ouvi de muitas pessoas, 2013 foi realmente um ano estranho. No meu balanço sobre o período, saio de uma fase que me testou bastante e que me levou a novas certezas daquilo que me torna pleno. No “atrair aquilo que buscamos”, entro num momento de serenidade, de busca por simplicidade. Depois de alguns excessos – necessários para a atual tomada de consciência –, para mim, o menos nunca foi tão mais quanto é agora em minha vida.

Para você, desejo um simples e eficiente novo ano. E indico a leitura da entrevista que citei. Abaixo, um pequeno aperitivo.

Será um feliz 2014. E a segunda situação que mencionei no começo deste post, tem a ver com atrair algo que me fez falta, ao mesmo tempo está dentro de tal simplicidade que me traz paz. Mas deixemos para uma próxima, pois pode ser que renda mais que apenas um ano novo.


Qualidade de vida, para mim, é ausência de dor e presença de alegria. As alegrias físicas são muito poucas. São o esporte, a dança, a música, a atividade física e o erótico. Mas não essa sexualidade competitiva e voraz, quantitativa. Mas você ter parcerias eróticas que sejam gratificantes, que quando acaba você não precisa sair correndo; querer que a cama tenha um botão do tipo drag extraction para expelir o parceiro. Já os prazeres intelectuais dependem, obviamente, de um corpo em bom estado. Você tem que conseguir reduzir esse negócio da rivalidade e da competição, mesmo vivendo em um mundo que atiça isso. Algumas profissões permitem isso mais facilmente. Mas o controle disso passa pela administração da vaidade. A vaidade é um termo que sempre foi importante na filosofia, desapareceu completamente na psicanálise, foi substituída pela palavra narcisismo, que é uma palavra complexa, porque ninguém sabe bem o que quer dizer. Às vezes é egoísmo, às vezes é amor por si mesmo, às vezes é você ter um ego muito inflado e fazer louvação de si mesmo. Mas, na tradição, vaidade é um prazer erótico de se exibir, se destacar, de chamar atenção e, como está no Eclesiastes, no Velho Testamento, escrito 300 anos antes de Cristo: ‘Vaidade das vaidades. Tudo é vaidade!’. Quem fica correndo muito atrás de dinheiro, de ganhar e/ou de gastar, na verdade, perde tempo que poderia dedicar a coisas muito mais ricas e interessantes”, Flávio Gikovate.




2 comentários:

Lucélia Muniz França disse...

O nosso caminho é feito
Pelos nossos próprios passos...
Mas a beleza da caminhada...
Depende dos que vão conosco!
E neste ciclo do "ir" e "vir"
O tempo passa... e como passa!
Os anos se esvaem...
E nem sempre estamos atentos ao que
Realmente importa.
Deixe a vida fluir
E perceba entre tantas exigências do cotidiano...
O que é indispensável para você!
UM FELIZ ANO NOVO!

Um abraço!
Lucélia Muniz.

http://www.luceliamuniz.blogspot.com.br/

Matheus Farizatto disse...

Linda mensagem, Lu. Obrigado.

Um fabuloso novo ano para você!

Um beijo.