quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Faltou consistência

Faz parte do processo e vai passar


"Quando a paixão e o sexo perdem a intensidade é que aparecem os outros pilares que sustentam a história — caso eles existam. O que alicerça de fato um relacionamento são as afinidades (não podem ser raras), as visões de mundo (não podem ser radicalmente opostas), a cumplicidade (o entendimento tem que ser quase telepático), a parceria (dois solitários não formam um casal), a alegria do compartilhamento (um não pode ser o inferno do outro), a admiração mútua (críticas não podem ser mais frequentes que elogios) e, principalmente, a amizade (sem boas conversas, não há futuro). Compatibilidade plena é delírio, não existe, mas o amor requer um mínimo de consistência, senão o castelo vem abaixo" – trecho da crônica "Construção". 

E, mais uma vez, Martha Medeiros acalma o meu coração ao organizar em poucas palavras as dezenas de possibilidades que explicariam algo para o qual eu procurava simplificar em resposta.

A que se apegar para seguir em frente depois de um relacionamento que acabou sem raiva, briga ou qualquer outro motivo pontual do tipo? Quando se dá conta, o sentimento mudou. Na verdade, sabemos que foi acontecendo aos poucos e nos lembramos muito bem dos primeiros sinais. 

Mesmo tentando, não se olha mais para o outro da mesma forma. E o amor está ali. Sim, ele continua. Só não é suficiente para sustentar o relacionamento, afinal, falta a consistência, os pilares tão bem definidos por Martha.




O texto também foi publicado na coletânea "A Graça da Coisa"

8 comentários:

Lucélia Muniz França disse...

A algum tempo atrás escrevi este pequeno texto:

Porto seguro: Amor, Eterno Amor!

Meu eu, meu ser no teu eu...
Como entender que temos uma metade?
Uma metade que complementa!
No livro “O Banquete” de Platão diz que no início, na formação do mundo, éramos seres duplos, com dois braços, duas pernas, enfim tínhamos uma duplicação de cada parte de nosso corpo. Quando, nós seres humanos, numa visão mitológica, resolvemos desafiar os deuses, estes em um ataque de fúria teriam nos dividido ao meio separando as nossas metades! Assim, desde então, começaríamos uma busca incessante pela nossa outra metade... A metade que nos tornaria seres completos, fisicamente e em sua essência!
“Quando estas metades se encontram, sentem as mais extraordinárias sensações, intimidade e amor, a ponto de não quererem mais se separar, e sentem a vontade de se "fundirem" novamente num só. Esse é o nosso desejo ao encontramos a nossa cara metade.”
Daí nossa busca pela alma gêmea, pela outra metade que nos falta!

Lucélia Muniz

Matheus Farizatto disse...

Oi, Lu. Obrigado.

Graças a Deus (não sei a qual deles agradecer rs rs, mas) temos as duas metades em nós mesmos hoje, certo? Com dois braços, duas pernas.

Mas, como colocou, sempre podemos ser complementados se for para os tornar melhores.

Thanks pela indicação. Beijo;

Michel Campillo disse...

Parece legal.

Cris Boanerges disse...

Excelente texto e definições....realmente relacionamento é complicado, mas jamais devemos perder a essência, ou perdemos muito, mesmo tendo tudo!

Matheus Farizatto disse...

Nossa, Cris, que bacana.
E perder essa essência é muito mais fácil do que imaginam.

Beijão e obrigado pelo comentário.

Macelania Fernanda da Silva disse...

Olá Matheus, gostei muito do seu blog, que Deus continue te abençoando. Parabéns

http://pfaceafacecomdeus.blogspot.com.br/

Matheus Farizatto disse...

Oi, Macelania. Pois então, seja MUITO bem-vinda ao VJ.

Obrigado. Fique com Deus.

Farei uma visita a sua página.
Beijão.

Matheus Farizatto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.