quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Doses homeopáticas

Compra-se uma balança. Não importa o tamanho ou modelo. Nova ou usada. Só preciso que funcione e que seja exata. Não sei com qual frequência vou usar. Talvez um dosador resolva. Mas preciso que esteja bem marcado.

A maior verdade que ouvi sobre mim foi que sou muito “maleável”. Concordei em cada gota da afirmação. Se a coisa está ruim, me adapto logo àquilo. Se está boa, mais tranquilo ainda. Resumindo: me acostumo rápido com qualquer que seja a situação. Falta de personalidade? Talvez personalidade demais.

Quanto menos eu tenho, mais me acostumo a viver sem. Quanto mais, maior a briga por um novo gole. Por isso preciso da balança. Você tem uma para oferecer? Pago bem! Afinal, quanto menos tenho, menos me importo de não ter.

Preciso saber as doses: quanto tomar, quanto guardar ou entregar, tem que diluir? E mais uma que ouvi sobre mim: “quando algo te tira do prumo, você não se importa com todo o resto. Não pode ser assim”. Tem razão. E cadê a balança?

Se o profissional está ótimo, o pessoal corre melhor ainda. E vice-versa. Do contrário... tomba. Se me afundo no trabalho e não sobra tempo para o namoro, menos me importo em dar jeito de ficarmos juntos. “Já estamos há dias sem nos ver mesmo... fica pra depois”. Oi, tem um dosador aí pra mim?

E se no emprego a atuação está superficial e tranquila demais, maior é a chance de eu cumprir exatamente o meu horário e ainda curtir o amor e os amigos nas noites de segunda a sexta.

Qual o limite saudável para ficarmos longe da pessoa que amamos? Dá pra ficar junto só aos finais de semana? E quem é casado, quantos dias de “folga”? Quantas vezes são realmente necessárias ficar até tarde no trabalho? Quanto tempo dormir por dia? Qual o prazo máximo comum para ficar sem sexo no relacionamento e estar tudo bem?

Você não deve ter a balança, não é? Tudo bem. Arranjei um conta-gotas e vou começar com doses homeopáticas.

7 comentários:

Amanda disse...

Acho que poucas pessoas sabem a dose certa, e no nosso caso, sempre esperamos conseguir mais um pouquinho do que temos.... Na verdade, não nos acostumamos com doses homeopáticas, isso nos incomoda e MUITO!!!!! Te amo....

Matheus Farizatto disse...

Hehehe, falou tudo, Tiburcinha do meu coração!

Doses homeopáticas nunca são suficientes para pessoas como nós.

Tamú juntú! Loves demais.
BjouW

Anônimo disse...

Uaaaaaaaaaaaauu!!!!!

Fernanda disse...

Tudo depende do contexto !

Mas devo admitir, prefiro as doses cavalares, costumo me entediar fácil e as doses homeopáticas me cansam.

Matheus Farizatto disse...

Obrigado pela visita, anônimouws!

Hehehe

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Fer, ÓTIMA! Gostei do seu ponto de vista, viu...

"Doses cavalares", também costumo me entediar fácil e não ter muita paciência rsrs... e vamos tentando.

Bjo e adoro sempre que comenta.

Francisco Silva disse...

Depois de um tempo ausente, olha eu aqui novamente. Irmãozinho, creio que te conheço o suficiente para dizer que você não precisa de uma balança ou de um conta gotas, pelo contrário, você é a sua própria balança.

Quantas vezes você veio pedir minha opinião e tomou a decisão contrária a que eu te falei? Pois bem, faça certo ou errado, continue sendo essa “balança” que você é. Não deixe ninguém influenciar nas suas vontades, pois as melhores balanças também erram.

Beijão.

Matheus Farizatto disse...

Chiquin, meu irmão, fiquei IMPRESSIONADO com o seu o comentário. Você tem TODA A RAZÃO.

Sempre fiquei nas abstinências que escolhi e também nos excessos rsrsrs. É o jeito que aprendi. Foi como me tornei minha própria balança.

Obrigado demais pelas palavras, lindão.

Tamú sempry juntÚLL!