quarta-feira, 10 de março de 2010

“Aquele atendimento”

Costumo dizer que se eu tiver que ficar mais de cinco minutos em uma fila para comer em algum lugar, vou para outro. Opções não faltam. Ainda mais aqui, em Ribeirão Preto. O problema é que em algumas situações não temos opção. Ou temos.
Estou na fila do supermercado Carrefour Bairro, na rua Rui Barbosa, em pleno Centro da cidade. Com as compras em mãos, sem os dvds virgem que procurava – pois é, o Carrefour Bairro do Centro não tem dvd virgem, ao contrário do Via Norte – fui informado sobre o valor da compra e apresentei meu Cartão Carrefour. “O senhor vai pagar com o Cartão Carrefour? Desculpe, mas não estamos passando o Cartão Carrefour”, diz a senhora atendente de uniforme verde-limão que não tem culpa alguma.
No Carrefour, não pude pagar com meu Cartão Carrefour. Resultado? “Tudo bem, então pode cancelar a compra, que eu não vou levar nada” – e fui embora antes mesmo da “garota patinadora” chegar com seu cartão que – ao contrário do meu – era aceito na loja a qualquer momento para cancelar compras. Essa foi a minha opção para “aquele atendimento”.

A partir do dia 20 de cada mês, o único obtivo em olhar para a minha carteira é dizer “calma, dia 5 já está chegando, viu?”. Pois a existência de uma nota de dois reais nela entre essas datas é nula.
Tudo bem, dia 2 de março e a empresa, mais uma vez, paga adiantado para os jornalistas - assessoria de imprensa boa para trabalhar é assim! Chego mais cedo só para descontar o cheque na agência a qual ele pertence, próximo a empresa e “Oi, posso ajudá-lo? É desconto de cheque? Desculpe, mas nosso sistema está fora do ar e nenhum dos caixas estão funcionando”, disse a estagiária loira de colete azul ao me receber. E assim, voltei e almocei fiado – jornalista recém-formado que ainda está pagando a negociação feita no último ano de faculdade é isso (risos). E salve a Caixa Econômica Federal na avenida Nove de Julho que, em pleno horário de almoço do dia 2, estava com todos os caixas sem operar. A Caixa sem caixas.
Sem opção, tive que voltar no dia seguinte para “aquele atendimento”, já que não posso esperar meu cheque ser compensado por um depósito em meu banco – Bradesco, se você quer saber.



* Neste post, “aquele atendimento” é ilustrado pela imagem no início do texto. Obrigado à Outras Palavras Comunicação Empresarial pelo cheque emitido com antecedência. Merchandising: Carrefour Bairro (rua Rui Barbosa - Centro), Caixa Econômica Federal (av. Nove de Julho) e Bradesco.

6 comentários:

Grace disse...

Muito bom Samynhooooooo, aliás, nem tão bom assim.
Vamos reformular:
Muito bommmmmmmm o texto Samynho, exceto pela "fezes" de atendimento que você teve!
Garoto de sorte heim!
Adoro passar por aqui e ler seus textos!
Me mata de orgulho sempre!!
Saudades!

Bjokasssssss

Amanda disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Amei..............

Alexandre Carlomagno disse...

Cara, ultimamente eu tenho feito da mesma maneira que você. "Ah, não pode? Não tem? Não quer? Não vai? Não viu? Não passou? Não é permitido?" - PA-PUM - tchau! Isso sem contar quando essas situações vêm acompanhadas da ignorância humana, e aí somos obrigados a propagar palavras que geralmente - GERALMENTE - não dizemos em um almoço dominical de família.

Eu sou ansioso, não tenho paciência. Não pode passar o cartão Carrefour no Carrefour (raiva pleonástica)? ENTÃO VAI PRA PUTA QUE PARIU!

Semana passada uma caminhonete parou na frente da garagem de um amigo nosso - coincidentemente no prédio em frente ao mesmo Carrefour. Após várias tentativas, o carro ficou parado na calçada e um senhor chegou e foi entrando na caminhonete como se nada tivesse acontecido. Eu disse: "pede desculpa, né?", e o filho de uma puta ainda ficou bravo. Não deu outra. Saímos na pancadaria verbal e o sujeito saiu desnorteado, quase batendo o carro. Ao menos nessa eu sai vitorioso: jovens maloqueiros, 1 - velho ignorante, 0.

Forte abraçi, meu querido.

Larissa Mango disse...

Oi Má! Saudades de vc.
Início de carreira é assim mesmo: o maior perrengue.
Despois, lá no auge de sua "profissão jornalística", vai olhar para trás e dar risada de tudo isso.
Super bjo, querido!
E apareça lá no meu blog.
Larissa

Larissa Mango disse...

Oi Má! Saudades de vc.
Início de carreira é assim mesmo: o maior perrengue.
Despois, lá no auge de sua "profissão jornalística", vai olhar para trás e dar risada de tudo isso.
Super bjo, querido!
E apareça lá no meu blog.
Larissa

Fran disse...

No Carrefour bairro NUNCA tem nada. Só gente feia.