terça-feira, 3 de julho de 2007

Jornalista deve usar óculos?


Ao andar pelas ruas podemos facilmente identificar uma pessoa vestindo branco e ligá-la a imagem de um médico ou no mínimo a um profissional da saúde. Alguém bem apresentado, vestindo terno e gravata e carregando uma pasta em uma das mãos, pode talvez ser facilmente visto como um bem sucedido advogado. Por motivos visíveis, ou seja, uma roupa ou um acessório, o profissional de uma determinada área pode ser identificado ou até confundido. Já notaram a quantidade de jornalistas que usam, e não abrem mão, dos óculos? Muitos optam pelo acessório, mesmo tendo a opção de escolher por uma lente-de-contato. A jornalista, Blanche Amâncio, diz que usa óculos porque, além de precisar, gosta, e abre mão da lente-de-contato. Ela, que já foi abordada como professora, acha que de certa forma o uso de óculos identifica o jornalista. "Tenho a impressão de que os óculos identificam professores. É comum me abordarem como professora por causa deles. De qualquer maneira, acho que é um acessório capaz de evocar no imaginário, alguma coisa ligada a pessoas que estudam, que gostam de ler e isso é ou deveria ser característica dos jornalistas também. Se óculos por acaso caracterizam o jornalista, na minha opinião, não é um sinal tão forte quanto o terno para advogados e o branco para médicos", explica Blanche.
Além dos óculos - Mas com certeza a imagem de um profissional não é formada apenas a partir de um acessório. Afinal, em todas as áreas existem linguagens, comportamentos, posições, tipos de trabalho e situações muito específicas que, muitas vezes, acabam influenciando de forma mais direta sobre a imagem de um profissional. Isso deve ser visto com atenção pelos jornalistas, principalmente nos dias de hoje. Deve haver a valorização e a distinção sobre quem somos, o que fazemos e como fazemos.
Para Blanche, há algumas imagens e conceitos que denigrem a imagem da classe. "Devemos desconstruir algumas imagens, como a do profissional que gosta de ir a festas sem pagar e coisas do tipo. Junto a isso, precisamos construir, reconstruir ou reforçar a imagem do profissional que busca a informação e, com ela, provoca o debate. Afinal, poucos estão, neste momento da história do Brasil, fazendo o seu papel", comenta.
Nossa valorização - O bom exemplo de profissionalismo, incluindo o bom jornalista, é o exercício da ética. Além da imagem do conhecimento diverso, com ou sem óculos, o jornalista deve ser reconhecido e valorizado por sua postura e atitude. A jornalista Blanche acha que hoje, o jornalista deve, desde seu nascimento, na faculdade e nos estágios, bater forte na questão da ética profissional para se destacar como profissional. Segundo ela, o único bem que temos para vender é o conhecimento que adquirimos dia a dia e nossa capacidade de escrever. Toda essa valorização de nossa classe depende também da união entre os profissionais para que não haja lugar para críticas comparativas entre nós. Críticas estas, que nos colocam diante de uma situação de um individualismo fraco.

2 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns Matheus!!!!! adorei a reportagens, espero mais para a próxima semana! bjos Roseli Zorzenon

Rafael Martinez disse...

Parabéns Farizatto! Bom o Blog! Texto bem feito! Abraços!